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Notícia

Seu título do Tesouro Direto venceu? Saiba como programar o reinvestimento automático

Títulos do Tesouro Direto dão direito a programar reinvestimento automático

Quando seu título de renda fixa vence e você recebe seus rendimentos, é hora de tomar uma decisão importante. Devo usar o dinheiro para o objetivo que escolhi ou devo reinvestir a quantia para multiplicar meus ganhos?

Para aqueles que optam pela segunda opção, o reinvestimento automático se torna uma alternativa viável. Isso porque quando um título do Tesouro Direto vence, o valor correspondente ao principal mais os juros acumulados é creditado na conta do investidor.

Quando se escolhe o reinvestimento automático, este valor é utilizado para a compra de novos títulos, conforme previamente programado pelo investidor.

Os investimentos que permitem o reinvestimento automático

De acordo com Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, o reinvestimento automático está disponível para todos os tipos de títulos oferecidos pelo Tesouro Direto, como Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado.

“Esta funcionalidade permite que os investidores mantenham seus recursos aplicados sem precisar realizar novas operações de compra manualmente”, afirma ele.

Como programar o reinvestimento automático

Para programar o reinvestimento automático, o investidor deve seguir os seguintes passos:

  • Acesse sua conta no portal do Tesouro Direto;
  • Vá até a seção de “Reinvestimento” dentro do menu de opções;
  • Selecione a corretora;
  • Selecionar o título cujo valor deseja reinvestir;
  • Definir os novos títulos que serão adquiridos com os valores dos títulos vencidos;
  • Confirmar a operação e salvar a programação.

Contudo, Piellusch alerta que algumas corretoras só permitem o reinvestimento por meio do próprio home broker ou aplicativo da instituição. “Nesse caso, o passo a passo pode ser diferente. Em geral, é necessário acessar a carteira de títulos e selecionar a opção de reinvestimento para cada um deles”.

Vantagens e desvantagens do reinvestimento automático

Segundo o professor das FIA Business School, existem benefícios e pontos de atenção que o investidor deve avaliar na hora de reinvestir automaticamente o seu dinheiro.

Vantagens

  • Praticidade: Automatiza o processo de reinvestimento, economizando tempo e esforço.
  • Continuidade dos investimentos: Garante que os recursos não fiquem parados na conta, mas continuem rendendo.
  • Disciplina financeira: Facilita a manutenção de uma estratégia de investimento a longo prazo.

Desvantagens

  • Falta de flexibilidade: Pode não permitir a adaptação imediata a mudanças de mercado, como variações significativas nas taxas de juros.
  • Possível desalinhamento com objetivos: Se os objetivos financeiros mudarem, o reinvestimento automático pode não ser mais o adequado.

Taxas

Piellusch destaca que é importante lembrar que o reinvestimento dos valores de títulos do Tesouro Direto não oferece benefícios tributários adicionais. “A tributação sobre os investimentos no Tesouro Direto segue as mesmas regras, independentemente de o valor ser reinvestido automaticamente ou não”.

Imposto de Renda (IR)

A tributação do Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto é feita no momento do resgate, conforme a tabela regressiva de alíquotas:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

O IOF incide somente nos resgates realizados em até 30 dias após a aplicação, conforme a tabela regressiva diária, que vai de 96% no primeiro dia até 0% no 30º dia.

“Quando os valores são reinvestidos automaticamente, o processo é considerado uma nova aplicação e, portanto, os rendimentos da nova aplicação estarão sujeitos a nova contagem de tempo para fins de IR e IOF. Não há benefícios tributários adicionais específicos para o reinvestimento automático”, ressalta ele.

Ele dá como exemplo que se você reinvestir os valores de um título vencido em um novo título, os rendimentos gerados pelo novo título começarão a ser contados a partir da data de reinvestimento, aplicando-se novamente a tabela regressiva de IR.