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Tokenização de ativos: como PMEs podem reduzir burocracia e acessar capital com mais eficiência

Modelo baseado em blockchain simplifica a gestão financeira, amplia o acesso ao mercado de capitais e oferece mais segurança para pequenas e médias empresas

Com um cenário de juros elevados, crédito bancário mais seletivo e pressão constante sobre o caixa, pequenas e médias empresas buscam alternativas para financiar suas operações com mais previsibilidade e menos entraves. Nesse contexto, a tokenização de ativos financeiros vem se consolidando como uma solução prática para reduzir a burocracia, melhorar a gestão do crédito e ampliar o acesso ao mercado de capitais e novas fontes de financiamento.

Mas, afinal, o que é tokenização?

A tokenização é o processo de transformar ativos reais, como recebíveis, direitos creditórios ou instrumentos de dívida, em representações digitais registradas em blockchain. Esses tokens funcionam como “certificados digitais” do ativo, com lastro econômico e estrutura jurídica definida, permitindo que sejam distribuídos, negociados e acompanhados de forma mais simples, transparente e segura do que nos modelos tradicionais.

Para as PMEs, um dos principais ganhos está na simplificação operacional. A digitalização, a organização de processos e a automação de etapas como estruturação, registro, distribuição e acompanhamento das operações reduzem a dependência de intermediários, diminuem custos e encurtam o tempo entre a necessidade de capital e a efetiva captação. A AmFi, plataforma de tecnologia para o mercado de capitais, estima que esse processo pode ser 5x mais rápido do que um processo no mercado das finanças tradicionais.

Outro benefício relevante é o acesso ampliado a investidores. Com a regulamentação do crowdfunding de investimentos no Brasil, por meio da Resolução nº 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), empresas de menor porte passaram a acessar investidores de varejo de forma pública e transparente..

Esse movimento tem se refletido em maior liquidez e melhor dispersão de risco. O volume de ofertas nesse formato cresceu de forma consistente nos últimos anos e, em 2025, já supera o registrado em todo o ano anterior, indicando que a tokenização deixou de ser experimental e passou a operar como uma via recorrente de financiamento, especialmente para operações com tickets compatíveis com a realidade das PMEs.

Esse avanço também acompanha uma tendência global, a tokenização de ativos reais já movimenta um mercado estimado em US$ 407 bilhões em 2025, segundo dados da RWA.xyz, cerca de US$ 130 bilhões a mais do que no início do ano, o que evidencia a aceleração desse modelo em escala internacional. Projeções indicam que esse mercado pode alcançar US$ 4 trilhões até 2030, de acordo com estimativas do Citi, com cenários ainda mais otimistas apontando um potencial superior no longo prazo.

Além do acesso ao capital, a tokenização traz ganhos relevantes em governança e controle financeiro. O uso de blockchain garante rastreabilidade, segurança da informação e clareza sobre a titularidade dos ativos, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiança entre empresas e investidores. Para gestores, isso significa melhor organização das carteiras e alocações. .

Segundo João Pirola, CPO e co-fundador da AmFi, a tokenização vem sendo incorporada como uma ferramenta concreta de gestão. “A tokenização deixou de ser uma discussão tecnológica e passou a ser uma solução de infraestrutura. Para pequenas e médias empresas, ela permite organizar melhor o crédito, reduzir fricções operacionais e acessar investidores sem a complexidade histórica do mercado de capitais tradicional”, afirma.

Pirola destaca que o avanço regulatório foi decisivo para esse amadurecimento. “Com regras mais claras, as empresas passaram a estruturar operações com mais segurança jurídica, enquanto os investidores passaram a enxergar esses ativos como parte legítima da alocação em renda fixa e crédito privado”, completa.

Mais do que uma inovação tecnológico-financeira, a tokenização vem se consolidando como um instrumento estratégico. Ao ampliar fontes de financiamento, reduzir a dependência do crédito bancário e trazer mais transparência às operações, ela contribui para que PMEs sustentem seus planos de crescimento com mais eficiência, controle e segurança.