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Notícia

Limpeza de início de ano: o que você precisa jogar fora da sua comunicação

Em um mundo saturado de informações, aprender a comunicar com clareza, intenção e menos excesso se torna um dos maiores diferenciais de liderança e negócios

No início do ano, muita gente faz uma limpa no closet. Organiza gavetas, separa papéis, joga fora o que não serve mais e sente um certo alívio. Eu te convido a fazer o mesmo, só que na sua comunicação.

Por isso, talvez a melhor maneira de começar o ano seja aprender a ser mais objetivo e estratégico. Ao longo de mais de 15 anos preparando presidentes e executivos das maiores empresas do Brasil, posso afirmar: ser sucinto é técnica e também um enorme diferencial competitivo.

Desapegue dos detalhes irrelevantes nas reuniões. Encurte apresentações. Cancele convites para conversas longas que poderiam ser resolvidas com um e-mail claro, direto e bem escrito. Longe de ser frieza ou falta de cuidado. Isso é ser sucinto e respeitoso.

Um dos grandes motivos da fadiga comunicacional nas empresas é o excesso de informação. Há quem faça apresentações longas para provar o quanto trabalhou, para mostrar o quão árduo e complexo foi o projeto, mas acaba soterrando a audiência com dados que não cooperam para o entendimento, decisões ou tomada de ações. O efeito é previsível: afastamento, confusão, cansaço mental, ruído, conflito, retrabalho, tempo perdido e dinheiro indo embora.

Segundo o estudo The Cost of Poor Communications, empresas de grande porte nos Estados Unidos perdem, em média, US$62,4 milhões por ano por falhas de comunicação. Para mostrar valor não é preciso falar muito. É preciso ser relevante.

Uma história ilustra bem isso. James Watson, um dos cientistas responsáveis pela descoberta da estrutura do DNA humano, base para testes de paternidade e para o mapeamento do genoma, publicou essa revolução científica em um artigo de apenas uma página, em uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. Uma descoberta que mudou a humanidade, explicada de forma simples, objetiva e adequada ao público, ao objetivo e ao contexto.

Existe método para escolher o que entra em uma apresentação e, principalmente, o que fica de fora. A palavra-chave é clareza de intenção. Antes de falar, planeje-se: quem vai me escutar? O que eu quero dessa conversa? O que eu espero que essa pessoa faça depois?

Frases curtas, mensagem central explícita. Ser direto ao ponto é essencial em reuniões de conselho, apresentações para diretoria e contextos em que as pessoas vivem uma maratona de encontros, decisões e prazos apertados. Quer um atalho? Comece pelo fim. Evidencie logo de cara o ponto central e o objetivo: “Temos uma nova meta para 2026. Vou explicar o porquê e o que vamos fazer, a partir de agora, para alcançá-la.”

Thomas Jefferson resumiu isso com elegância: “O mais valioso de todos os talentos é nunca usar duas palavras quando apenas uma resolver.” Eu concordo. Quem é claro conquista atenção, ganha admiração e se torna alguém prazeroso de ouvir.

Durante meu mestrado em Vancouver, acompanhei de perto TED Talks oficiais. O método é sempre o mesmo: uma ideia central muito bem definida. Quando a plateia vai embora, o que você quer que ela espalhe por aí? Ou pense, sinta e faça? Essa resposta define o que entra e, sobretudo, o que sai da apresentação.

Vivemos soterrados de informações, cursos, livros, mensagens e notificações. Nesse cenário, falar menos refina. O meu convite é direto: em 2026, seja mais sucinto, mais estratégico, mais claro. Coloque sua voz em jogo com intenção e confiança. Seu time vai te agradecer, especialmente, pela informação que você escolheu não dar.