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Notícia

2026: a interdependência entre humanos e máquinas

A ascensão da IA redefine trabalho, poder e identidade, exigindo uma nova ética para preservar o papel humano no centro das decisões

A interdependência humano-máquina transforma não apenas nossas ações, mas a própria essência do que somos. Trabalho, identidade, poder e controle passam a ser reconfigurados por tecnologias que modificam tudo de dentro para fora. Hoje, as máquinas já são extensões de nós mesmos — e, em 2026, talvez sejamos nós as extensões delas.

Tornamo-nos agentes híbridos, quase ciborgues em essência, aproximando-nos da ideia de “super-humanos”. Mas o que significa ser humano em um mundo mediado pela inteligência artificial? Se, por um lado, a IA amplia a produtividade, por outro, enfraquece a percepção do óbvio e cria uma dependência crescente de decisões automatizadas. A ameaça de exclusão dos não especialistas torna-se concreta, levando ao que Bernard Stiegler chamou de proletarização cognitiva.

A questão central já não é apenas “quem controla a tecnologia?”, mas “o que ainda controlamos?”. Somos mais eficientes, mas estamos realmente no comando? O poder da IA é invisível, silencioso e frequentemente difícil de mensurar. Ainda assim, molda escolhas, comportamentos e desejos, mesmo quando não o percebemos.

Não se trata de escolher entre humano ou máquina, mas de definir a qualidade dessa relação. Precisamos de uma IA que amplifique o humano sem oprimir; que apoie, sem dominar. Nesse cenário, as competências mudam, a especialização se fragmenta e habilidades como criatividade, pensamento crítico e ética ganham centralidade.

O futuro do trabalho não será apenas automatizado, mas marcado por uma incorporação contínua de extensões artificiais. Será um campo de tensão entre flexibilidade, resiliência e senso de justiça. O mundo da IA pode ser exaustivo e alienante — ou pode se tornar um ambiente que respeite a condição humana. Essa escolha começa agora.