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Inovação em 2026: o ano em que o planejamento define quem acessa os recursos

Números mostram que período será um dos ciclos mais relevantes da última década para a inovação

O início de 2026 marca um ponto decisivo para a inovação empresarial no Brasil. Diferentemente de anos anteriores, o debate já não gira em torno da existência de recursos, mas da capacidade das empresas de se organizarem estrategicamente para acessá-los. Os números indicam que este será um dos ciclos mais relevantes da última década em termos de fomento à inovação.

O país mantém investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na ordem de 1,2% do PIB, combinando recursos públicos e privados, com esforços concentrados em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico. Programas federais associados à política industrial, à transição energética, à digitalização, à mobilidade e à saúde seguem ativos em 2026, mobilizando dezenas de bilhões de reais entre subvenção econômica, crédito subsidiado e instrumentos híbridos.

Somente os programas federais de apoio à inovação empresarial, operados por instituições como Finep, BNDES e Embrapii, projetam para 2026 um volume de recursos superior a R$ 60 bilhões, incluindo parcelas significativas de financiamento com juros abaixo do mercado e recursos não reembolsáveis. Paralelamente, os estados mantêm chamadas próprias por meio das Fundações de Amparo à Pesquisa, ampliando o alcance territorial do fomento. A FAPEMIG é um grande exemplo que conforme dados divulgados recentemente, bateu recorde pela quarta vez consecutiva em investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Somente em 2025 foram investidos cerca de R$586milhões em 15 chamadas que foram lançadas ao longo do ano e 2026 promete muito mais.

No campo dos incentivos fiscais, a Lei do Bem permanece como um excelente instrumento de estímulo ao investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, apesar de ainda poucas empresas optarem por esta alternativa. Nos últimos anos, o mecanismo viabilizou mais de R$ 50 bilhões anuais em investimentos privados em P,D&I, mas ainda é subutilizado por empresas que inovam sem estruturar formalmente seus projetos. Em 2026, esse cenário tende a ganhar ainda mais relevância diante da pressão por eficiência financeira e aumento de competitividade.

Apesar do volume expressivo de recursos, a taxa média de aprovação em chamadas de subvenção econômica segue baixa, e a concorrência está cada vez maior. Um dos principais gargalos é qualidade do planejamento, do enquadramento estratégico e da capacidade de execução das empresas proponentes.

Em 2026, os instrumentos de fomento estão ainda mais orientados a missões estratégicas, exigindo clareza de impacto econômico, ambiental e social, além de maturidade tecnológica e governança robusta. Empresas que tratam inovação como resposta pontual a editais tendem a ficar para trás. Já aquelas que integram o fomento ao planejamento estratégico, tecnológico e orçamentário ampliam significativamente suas chances de sucesso.

O cenário é claro: os recursos estão disponíveis, mas serão cada vez mais seletivos. Em 2026, captar fomento à inovação não será resultado de oportunidade ocasional, e sim de preparação consistente. Planejamento deixou de ser diferencial. Tornou-se condição básica para transformar inovação em crescimento sustentável.