• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Proteção de dados virou questão estratégica para a sobrevivência dos negócios, apontam especialistas

A proteção de dados é caracterizada por investimentos em cibersegurança, governança, normas e cultura de privacidade

Segundo o Microsoft Digital Defense Report 2025, mais da metade dos ataques cibernéticos com motivação conhecida foi impulsionada por extorsão e ransomware, enquanto apenas 4% tinham como objetivo apenas espionagem.

Além disso, em 80% dos incidentes investigados, os invasores tentaram roubar dados. O relatório também revela que mais de 97% das tentativas de ataque de identidade são baseadas em credenciais e que ataques baseados em IA estão acelerando e ampliando a eficácia de métodos como phishing.

Nesse cenário, em que criminosos automatizam ataques e exploram credenciais vazadas para “entrar em vez de invadir”, e considerando que comemoramos o Dia Internacional da Proteção de Dados neste dia 28, especialistas apontam que a proteger dados deixou de ser um tema restrito à tecnologia para se tornar um fator crítico de continuidade e confiança no mercado.

Cibersegurança como foco estratégico

De acordo com o Grupo OSTEC, referência em cibersegurança, os principais riscos à proteção de dados hoje não se limitam à tecnologia, mas envolvem controle de acessos, gestão de credenciais e visibilidade sobre onde os dados estão e quem pode usá-los. Cada nova conexão em ambientes em nuvem ou terceirizados amplia a superfície de exposição das organizações.

Quando esses pontos não são bem endereçados, a empresa pode até ter tecnologia, mas perde o controle sobre seus próprios dados”, afirma Jardel Torres, sócio e diretor comercial da OSTEC. Na prática, isso se traduz em maior risco de vazamentos, uso indevido de informações, interrupções operacionais e impactos regulatórios ou contratuais.

Estudos globais mostram que 88% das organizações sofreram pelo menos um incidente de segurança nos últimos 12 meses, e 43% enfrentaram múltiplos ataques, sinalizando que a ameaça já é uma realidade na rotina corporativa.

Esses números ajudam a explicar por que a cibersegurança passou a ser peça-chave nas estratégias de negócio. “Falhas de segurança podem interromper operações, expor dados sensíveis e gerar prejuízos financeiros e reputacionais significativos. Hoje, decisões sobre tecnologia, fornecedores e uso de dados carregam riscos que ultrapassam o departamento de TI”, ressalta Jardel.

Governança, normas e cultura de privacidade

Para a Dédalo, consultoria especializada em governança de segurança da informação e privacidade, normas como ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701 são a base para transformar a proteção de dados em um sistema de gestão contínuo.

A ISO 27001 estrutura como a empresa identifica, trata e monitora riscos que podem impactar dados, sistemas e operações, enquanto a ISO 27701 conecta essa gestão diretamente às exigências da LGPD e às expectativas de clientes, investidores e reguladores.

Essas normas ajudam a empresa a ter clareza e controle sobre quais dados existem, por que são coletados, onde estão, quem acessa, por quanto tempo permanecem armazenados e como são eliminados. Isso muda completamente a capacidade de responder a incidentes, auditorias, due diligences e questionamentos legais.. Isso reduz riscos de vazamentos, erros humanos e exposições indevidas, fortalecendo a governança do negócio”, pontua Marcos Gomes, sócio-fundador da Dédalo.

Segundo ele, cada vez mais empresas percebem que o maior risco não é apenas o vazamento em si, mas não conseguir demonstrar que havia controles, decisões e responsabilidades claramente definidas. “Sem esse nível de governança, um incidente vira uma crise jurídica, financeira e reputacional. Com ele, vira um evento controlado.”

Apesar de normas e tecnologia, o especialista alerta que o fator humano continua crítico. A maioria das violações de dados se origina de comportamentos inseguros, como cliques em links maliciosos ou uso de senhas fracas, ressaltando a importância de treinamentos e conscientização contínua.

Para sustentar essa governança no dia a dia, a Dédalo também utiliza plataformas de gestão de compliance e riscos, como o Enorx, que permitem às empresas registrar, monitorar e evidenciar suas rotinas de segurança, privacidade, gestão de fornecedores, riscos e incidentes. Isso transforma exigências normativas em processos vivos, auditáveis e integrados à operação do negócio.

Uso ético de dados e reconhecimento facial

Quando se fala em tecnologias que lidam com dados sensíveis como imagens e reconhecimento facial, a atenção deve ser ainda maior. A Deconve, startup especializada em soluções de prevenção de perdas no varejo físico, defende critérios rigorosos para uso ético e proporcional dessa tecnologia.

O reconhecimento facial é usado exclusivamente como apoio à prevenção de perdas por furtos externos. Sendo assim, apenas pessoas que praticaram atos relacionados a extravios de mercadorias são inseridas no sistema, e sempre após auditorias que validam a finalidade do cadastro”, explica Rodrigo Tessari, CEO da Deconve.

Com uma solução única e crescimento acelerado, com expectativas de triplicar o faturamento em 2026 em cerca de R$ 6 milhões, a empresa adota o conceito de Privacy by Design, incorporando a proteção de dados desde a concepção da tecnologia, com uso preferencial de templates biométricos em vez de imagens brutas, prazos definidos de retenção e descarte seguro. “Além disso, a tecnologia não toma decisões automáticas ou punitivas, todos os alertas gerados servem como apoio à atuação humana responsável”, conclui Tessari.

Considerando que os gastos com cibersegurança atingiram US$ 213 bilhões em 2025 (contra US$ 193 bilhões em 2024) e a previsão é um crescimento de US$ 240 bilhões até 2026, os especialistas alertam que proteger informações não é apenas cumprir normas, mas garantir a sustentabilidade dos negócios, a confiança do mercado e o uso responsável de tecnologias que lidam com dados sensíveis.

Organizações que tratam cibersegurança, governança e cultura de privacidade como partes inseparáveis estão mais bem preparadas para enfrentar os desafios digitais e fortalecer relações com clientes, colaboradores e sociedade.