• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Qualidade de vida supera salário e muda o RH

Pesquisa revela que equilíbrio, flexibilidade e bem-estar já orientam as decisões de carreira e exigem novas estratégias das áreas de Recursos Humanos

A lógica tradicional de carreira — baseada em cargos, promoções e remuneração — perdeu protagonismo no planejamento profissional dos brasileiros. É o que revela a pesquisa “Tendências em Carreiras”, realizada pela Serasa Experian, que aponta uma mudança estrutural na relação entre profissionais e trabalho, com impactos diretos para as áreas de Recursos Humanos.

Segundo o estudo, 47,4% dos entrevistados afirmam que qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional são hoje o principal critério para decisões de carreira, superando fatores historicamente centrais como propósito social (16,3%), crescimento acelerado (15%), estabilidade (11,6%) e até remuneração e benefícios competitivos (9,7%).

Para o RH, o dado sinaliza um alerta claro: políticas de atração e retenção que não considerem tempo, saúde e flexibilidade tendem a perder eficácia, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo por talentos qualificados.

Flexibilidade deixa de ser diferencial e vira requisito

A pesquisa também evidencia que o futuro do trabalho, na percepção dos profissionais, passa pela consolidação de modelos mais flexíveis. Para 37,3% dos respondentes, o trabalho híbrido ou remoto será o principal impacto em suas carreiras até 2030. A mesma lógica aparece quando os entrevistados descrevem o que consideram uma “empresa do futuro”:

  • 38% citam modelos de trabalho flexível como elemento essencial;

  • 33,5% apontam programas estruturados de desenvolvimento de carreira;

  • 25,5% destacam lideranças acessíveis e próximas.

“O profissional brasileiro quer se sentir respeitado em todas as dimensões: tempo, saúde e reconhecimento. Não se trata apenas de onde se trabalha, mas de como e com quem”, afirma Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian. Para ela, o cenário abre espaço para que empresas revisem modelos de gestão e fortaleçam suas estratégias de atração e retenção.

Aprendizado contínuo, IA e saúde mental entram na agenda

Além da flexibilidade, outros pilares ganham peso no planejamento de carreira para os próximos cinco anos. O aprendizado contínuo e a requalificação profissional aparecem para 29,7% dos entrevistados, seguidos pelo avanço da automação e da inteligência artificial (24,4%). A atenção à saúde mental e ao bem-estar também se consolida como tema estratégico, citada por 18%.

Esses dados reforçam o papel do RH como agente de adaptação organizacional, responsável por integrar desenvolvimento, tecnologia e cuidado com as pessoas em uma mesma estratégia.

Transformação digital já mudou a rotina de trabalho

O impacto da digitalização já é uma realidade concreta para a maioria dos profissionais. 77% afirmam que sua rotina foi bastante ou totalmente transformada pelo uso de sistemas online, aplicativos, automações e inteligência artificial. Ainda assim, cerca de 22% relatam pouca ou nenhuma mudança, o que indica diferentes níveis de maturidade digital entre setores e perfis profissionais — outro desafio direto para as áreas de gestão de pessoas.

O recado para o RH

Os resultados da pesquisa deixam claro que reter talentos em 2026 e nos próximos anos exigirá mais do que pacotes salariais competitivos. Qualidade de vida, flexibilidade, desenvolvimento contínuo, liderança humanizada e uma experiência digital eficiente passam a ocupar o centro das decisões de carreira.

Para o RH, a mensagem é objetiva: adaptar-se a essa nova hierarquia de valores deixou de ser tendência e se tornou uma condição para a sustentabilidade das organizações.