• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

A grande transferência de patrimônio já começou

Geração que concentrou a maior parcela de riqueza nas últimas décadas começa a organizar a transmissão patrimonial

A chamada grande transferência de patrimônio (great wealth transfer) é um fenômeno que está em curso em todo o mundo. A geração que concentrou a maior parcela de riqueza nas últimas décadas, formada por empresários que consolidaram negócios, imóveis e investimentos ao longo de anos de crescimento, começa a organizar a transmissão patrimonial. Relatórios recentes do UBS, especialmente o Global Wealth Report, apontam que estamos diante da maior transferência privada de patrimônio da história moderna.

O estudo demonstra que essa transição ocorrerá de forma progressiva. Parte significativa do patrimônio será direcionada inicialmente aos cônjuges, caracterizando a chamada transferência intrageracional e, considerando a maior expectativa de vida da mulher, as esposas assumirão papel central na administração e preservação dos ativos familiares. Em momento posterior, os filhos passam a ocupar posição estratégica como sucessores de empresas, imóveis e estruturas societárias consolidadas ao longo de décadas.

O fenômeno é demográfico, mas seus reflexos são jurídicos e tributários. A complexidade patrimonial atual, que envolve participações societárias, ativos financeiros e imóveis, impõe a necessidade de estudo e planejamento técnico. A sucessão deixa de ser evento isolado e passa a demandar alinhamento entre regime de bens, organização societária, planejamento fiscal e governança familiar.

No Brasil, o ambiente legislativo adiciona novos elementos de atenção. Discute-se a reformulação da cobrança do ITCMD, com tendência de progressividade mais acentuada e maior rigor fiscalizatório. Soma-se a isso a mudança no tratamento fiscal dos lucros distribuídos, que passam a compor a base tributável na esfera da pessoa física, o que impacta diretamente o planejamento financeiro das famílias empresárias, exigindo revisão de estruturas societárias e estratégias de retenção ou reinvestimento de resultados.

Grande parte do patrimônio das famílias empresárias brasileiras está concentrada na própria empresa. A sucessão, portanto, não envolve apenas bens, mas a continuidade da atividade econômica e sustentação da própria estrutura familiar. A ausência de planejamento adequado pode gerar descapitalização, conflitos entre herdeiros e insegurança para colaboradores e parceiros comerciais.

Nesse cenário, o planejamento sucessório e patrimonial passa a integrar a estratégia empresarial utilizando estruturas como holdings patrimoniais, acordos societários e protocolos familiares funcionam como instrumentos de estabilidade e preservação de valor. A governança deixa de ser conceito restrito às grandes corporações e passa a ser ferramenta de proteção do legado. Uma grande transferência de riqueza é uma preocupação real.