• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Fim da desoneração da folha: o que muda para as empresas e como contadores e advogados devem atuar juntos

Entenda as mudanças na contribuição previdenciária e seus efeitos no custo do trabalho

O fim da desoneração da folha de pagamentos deixou de ser uma discussão política e passou a ser uma realidade concreta para diversos setores da economia. Com a reoneração gradual aprovada pelo Congresso Nacional, empresas que até então recolhiam a contribuição previdenciária sobre a receita bruta voltarão, de forma progressiva, a contribuir sobre a folha de salários.

A medida impacta diretamente o custo do trabalho, o planejamento financeiro das empresas e a atuação dos escritórios contábeis, que precisarão revisar cálculos, orientar clientes e antecipar riscos que vão além da apuração fiscal.

O que era a desoneração da folha

A desoneração da folha permitia que empresas de determinados setores substituíssem a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários por uma alíquota incidente sobre a receita bruta. O objetivo era reduzir o custo de contratação formal e estimular a geração de empregos.

Com o novo modelo aprovado, essa lógica será gradualmente revertida.

O que muda com a reoneração

A legislação estabelece um retorno progressivo da contribuição previdenciária sobre a folha, até atingir 10% em 2026 para os setores que anteriormente estavam desonerados. Embora o percentual final seja inferior aos 20% tradicionais, o impacto financeiro é relevante, especialmente para empresas intensivas em mão de obra.

Na prática, as empresas enfrentarão:

Impactos contábeis: muito além do cálculo da folha

Do ponto de vista contábil, a reoneração exige mais do que a simples alteração de alíquotas no sistema de folha de pagamento. Será necessário:

Além disso, empresas que operam com contratos de longo prazo ou preços previamente fixados podem sofrer desequilíbrio econômico-financeiro, exigindo análise cuidadosa.

Impactos jurídicos: contratos, compliance e risco trabalhista

Sob a ótica jurídica, o fim da desoneração da folha também gera reflexos relevantes. O aumento do custo trabalhista pode afetar:

A ausência de cláusulas claras sobre variação de encargos pode gerar conflitos comerciais e até judicialização. Além disso, a pressão por redução de custos pode levar empresas a decisões equivocadas, aumentando o risco de passivos trabalhistas e previdenciários.

Nesse cenário, o compliance trabalhista e previdenciário se torna ainda mais relevante, especialmente para evitar autuações e questionamentos futuros.

Contador e advogado: atuação integrada deixa de ser opcional

O fim da desoneração da folha reforça uma tendência já evidente: decisões tributárias e trabalhistas não podem mais ser tratadas de forma isolada.

O contador assume papel estratégico ao:

O advogado, por sua vez, é essencial para:

A atuação integrada evita que empresas estejam formalmente corretas do ponto de vista contábil, mas juridicamente expostas — ou vice-versa.

Conclusão

O fim da desoneração da folha representa uma mudança estrutural no custo do trabalho no Brasil. Mais do que um ajuste fiscal, trata-se de uma alteração que exige planejamento, revisão de contratos e decisões estratégicas baseadas em números e segurança jurídica.

Empresas e escritórios que tratarem o tema apenas como uma atualização de cálculo correm o risco de decisões equivocadas. Já aqueles que integrarem contabilidade e jurídico estarão mais preparados para atravessar o novo cenário com previsibilidade e menor exposição a riscos.